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Setor madeireiro paraense amplia exportações em 2025 e movimenta mais de US$ 231 milhões

Reprodução; cr.: FreePik;

A exportação de madeira do estado do Pará apresentou desempenho positivo em 2025, com crescimento de 10,9% em relação a 2024, segundo dados do monitoramento Comex Stat compilados pela Associação das Indústrias Exportadoras de Madeira do Estado do Pará (Aimex). O resultado consolidou o movimento de expansão do setor florestal paraense no comércio internacional, com US$ 231,3 milhões movimentados ao longo do ano. Esse avanço também se refletiu no volume embarcado: mais de 269,8 milhões de quilos de madeira foram exportados, um crescimento de 12,6% em termos físicos na comparação anual. 

O preço médio por tonelada ficou em US$ 857,36, indicador que demonstra a competitividade do produto paraense no exterior diante de mercados desafiadores e da volatilidade cambial no período. O consultor técnico da Aimex, Guilherme Carvalho, destacou que os números de 2025 são reflexo da capacidade de adaptação da indústria madeireira local mesmo diante de entraves burocráticos, dificuldades operacionais para licenciamento ambiental e incertezas do mercado internacional. Para ele, esse desempenho confirma a importância da madeira como um dos principais produtos de exportação do Pará.

Entre os principais destinos de exportação, os Estados Unidos e a União Europeia seguem liderando a demanda, respondendo juntos por cerca de 76,21% do total exportado. O mercado norte-americano é o mais significativo, concentrando quase 42% das compras feitas por importadores internacionais em 2025. Dentre os produtos madeireiros exportados, madeira serrada, madeira perfilada e painéis de fibras de madeira se destacaram, com este último segmento registrando crescimento superior a 300% no ano. Esse salto indica um movimento de maior industrialização e agregação de valor na cadeia produtiva da madeira paraense, um fator relevante para ampliar receitas e posicionar o estado de forma mais competitiva no cenário global.

Apesar dos indicadores positivos, Carvalho ressalta que há desafios a serem superados para sustentar o ritmo de crescimento. Entre eles, a necessidade de avanços institucionais que promovam maior previsibilidade regulatória e integração entre órgãos de controle ambiental e institutos de fomento. Tais melhorias, segundo ele, trariam mais segurança jurídica e eficiência operacional às empresas do setor, reforçando a imagem da madeira do Pará nos mercados internacionais.

O desempenho em 2025 consolida o Pará como um dos principais polos exportadores de madeira no Brasil, mantendo sua relevância na cadeia de comércio exterior e abrindo espaço para potenciais ganhos adicionais em anos subsequentes, especialmente à medida que mercados maduros e novos compradores internacionais buscam produtos com valor agregado e sustentabilidade percebida.

Texto: Lua F.

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