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O município de Medicilândia, localizado no sudoeste do Pará, avançou em uma etapa decisiva para consolidar sua posição estratégica no agronegócio brasileiro. O Projeto de Lei nº 77/2020, que propõe o reconhecimento oficial da cidade como a Capital Nacional do Cacau, foi pauta de debates recentes na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) do Senado Federal. A iniciativa busca formalizar o protagonismo de uma região que já é referência em produtividade e qualidade, reforçando a identidade econômica de um dos principais polos agrícolas da Amazônia.
Atualmente, Medicilândia é responsável por uma produção anual de aproximadamente 50 mil toneladas de amêndoas, volume que representa quase metade de toda a produção de cacau do estado do Pará. Esse desempenho é fundamental para manter o Pará na liderança nacional da cacauicultura, superando tradicionais regiões produtoras. O diferencial do município, no entanto, vai além do volume colhido, destacando-se pela verticalização da cadeia produtiva, que inclui desde mini indústrias de chocolate até centros de moagem e qualificação técnica, como a Escola-Indústria de Chocolate do Senar.
A estrutura produtiva da região tem atraído olhares internacionais, com produtores locais acumulando premiações pela excelência das amêndoas e dos chocolates finos produzidos em solo paraense. Esse ecossistema de negócios é sustentado por um modelo que integra a agricultura familiar a práticas de reflorestamento e sustentabilidade ambiental, transformando a cultura do cacau em um motor de desenvolvimento econômico que preserva a floresta e gera renda estável para milhares de famílias na região da Transamazônica.
O reconhecimento oficial de Medicilândia como Capital Nacional do Cacau deve atuar como um catalisador para novos investimentos e para a abertura de mercados ainda mais exigentes. Ao elevar o status jurídico e simbólico do município, o projeto de lei fortalece a marca do cacau paraense, facilitando a captação de recursos para infraestrutura logística e inovação tecnológica.
Texto: Lua F.

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