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| Divulgação; |
O ecossistema de negócios de Belém recebe hoje, 29, o lançamento oficial do projeto "Pororoca Empreendedora". A iniciativa, que integra o programa BNDES Periferias, é fruto de uma parceria estratégica entre o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o Instituto Meio e a Suzano. O evento de lançamento ocorre no bairro da Campina, marcando o início de uma jornada voltada para a transformação de realidades socioeconômicas através do fortalecimento do empreendedorismo em territórios vulneráveis.
O projeto estabelece metas ambiciosas para a região, com o objetivo de capacitar 4 mil empreendedores. Um dos pilares centrais da proposta é a promoção da diversidade e da inclusão produtiva, reservando 70% das vagas para mulheres e priorizando grupos historicamente sub-representados, como jovens e a população negra. A estrutura do programa contempla etapas de formação técnica, mentorias através de Núcleos de Apoio Local e a apresentação de propostas em formato de pitch, visando elevar o nível de excelência e competitividade dos pequenos negócios locais.
Além da qualificação, o "Pororoca Empreendedora" prevê um impacto direto na capitalização dos negócios através do aporte de Capital Semente em 1.500 projetos selecionados. Essa injeção de recursos é fundamental para que os empreendedores superem barreiras iniciais de investimento e consolidem suas operações. A expectativa institucional é que o suporte financeiro e técnico permita que pelo menos mil pessoas superem a linha da pobreza, gerando um ciclo virtuoso de desenvolvimento que valoriza os territórios e estimula a circulação de renda nas comunidades periféricas.
A chegada desta iniciativa a Belém representa um passo fundamental para a consolidação da bioeconomia e do empreendedorismo de base comunitária na Amazônia. Ao focar na autonomia econômica e na verticalização de ideias que nascem na periferia, o projeto não apenas combate a desigualdade, mas também posiciona esses territórios como polos de inovação e resiliência. O fortalecimento desses pequenos negócios é estratégico para a economia regional, pois cria uma rede de proteção social e econômica que, a longo prazo, contribui para a solidez do mercado local e para a construção de um modelo de desenvolvimento mais inclusivo e sustentável.

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