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Exploração na Margem Equatorial projeta ganhos bilionários ao PIB, além do surgimento de milhares de empregos no Pará

Reprodução;

O avanço das atividades de pesquisa na Margem Equatorial, a faixa petrolífera que se estende do Amapá ao Rio Grande do Norte e cuja perfuração exploratória recebeu autorização ambiental recente, reacendeu as projeções sobre o potencial impacto econômico dessa nova fronteira para o Pará. Um levantamento técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese/PA), baseado em estudos da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e nos parâmetros do plano estratégico da Petrobras, aponta que o estado pode registrar um incremento de R$ 10,7 bilhões no Produto Interno Bruto (PIB) em um período de cinco anos, caso a exploração evolua para a fase de produção comercial.

A projeção de crescimento do PIB está atrelada a um cenário de referência que considera a produção equivalente a 100 mil barris por dia, um preço médio do barril de US$ 80 e o câmbio a R$ 4,93, parâmetros utilizados nas simulações econômicas para determinar o potencial de receita, arrecadação e os multiplicadores setoriais. Além do ganho bilionário ao PIB, a Margem Equatorial tem o potencial de gerar cerca de 52 mil empregos formais no Pará no mesmo período de cinco anos, englobando tanto as vagas diretas na cadeia petrolífera quanto os efeitos indiretos em setores como serviços e comércio.

Em um horizonte de 25 anos, a Margem Equatorial poderia gerar R$ 175 bilhões de renda para o Brasil, com R$ 106 bilhões destinados a impostos e participações governamentais. O Pará, se captasse 20% dessa arrecadação ao longo do período, poderia receber cerca de R$ 21,2 bilhões, o que representaria uma média anual de R$ 850 milhões. Contudo, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) ressalta que a estimativa precisa de royalties e participações só será possível após a declaração de comercialidade e a entrada na fase de produção, pois esses valores dependem do volume efetivamente produzido e do preço internacional do petróleo.

O sucesso do empreendimento, no entanto, está condicionado a investimentos significativos em infraestrutura e qualificação. Especialistas apontam que, embora o Pará possua portos e base logística relevantes, a infraestrutura atual é insuficiente para absorver o investimento e a demanda de uma cadeia offshore de grande porte. São necessárias ações de expansão e especialização portuária, melhorias em estradas e ferrovias que interliguem polos produtivos a terminais de embarque, além de investimentos em energia, telecomunicações e fibra óptica para suportar operações 24/7.

No que tange ao emprego, a estimativa de 52 mil vagas enfrenta o desafio de garantir que a mão de obra local seja a principal beneficiada. Dirigentes sindicais e economistas alertam para a necessidade de políticas públicas de qualificação técnica e superior, como cursos e engenharias voltadas para a formação offshore. Além disso, defendem a implementação de requisitos de conteúdo local e a contratação prioritária de fornecedores regionais, visando internalizar a cadeia produtiva e maximizar os benefícios para a economia paraense.

Em resumo, as projeções econômicas para o Pará com a Margem Equatorial são substanciais e representam uma oportunidade histórica de transformação econômica. Os dados, baseados em parâmetros técnicos e estudos de referência, indicam um potencial de crescimento do PIB e de geração de empregos que pode redefinir o panorama econômico do estado nos próximos anos.

Os dados apresentados, embora promissores, carregam consigo um conjunto de desafios logísticos e de qualificação que precisam ser endereçados com urgência. Portanto, o potencial de R$ 10,7 bilhões ao PIB e 52 mil empregos formais é uma meta alcançável, mas que depende diretamente da capacidade de gestão e do planejamento estratégico para garantir que o Pará se aproprie de forma plena e sustentável dessa nova fronteira econômica.

Texto: Redação

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