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| Reprodução; cr.: CNA; |
O grupo colombiano Daabon, em parceria com investidores brasileiros, anunciou a aquisição das operações da Agropalma no Pará. A transação envolve ativos estratégicos da companhia no estado, incluindo áreas de cultivo, unidades de extração e a refinaria localizada em Belém. Com o acordo firmado, o grupo colombiano passará a assumir uma estrutura produtiva consolidada no estado, composta por uma ampla área de plantio de palma e unidades industriais voltadas à extração e ao refino do óleo vegetal. O valor do negócio não foi divulgado pelas empresas.
A negociação faz parte de um processo de desinvestimento da Apar, holding da família Faria, herdeira do banqueiro Aloysio Faria, que controlava a Agropalma. Entre os ativos envolvidos na operação estão mais de 100 mil hectares de área total, incluindo mais de 40 mil hectares cultiváveis de palma, além de seis extratoras e uma refinaria de óleo de palma na Grande Belém. Essa estrutura posiciona a Agropalma como uma das principais produtoras de óleo de palma do país, com atuação integrada desde o plantio até o processamento e comercialização dos derivados.
A Daabon é uma empresa familiar fundada em 1914 na Colômbia e possui operações em diferentes países, com forte presença na cadeia agroindustrial do óleo de palma na América Latina. O grupo atua com produção agrícola, processamento e comercialização de derivados, mantendo cadeias produtivas integradas e programas de rastreabilidade e sustentabilidade ambiental em suas operações.
Com a aquisição, a expectativa é ampliar a presença do grupo no Brasil e fortalecer o setor de palma no Pará, estado considerado estratégico para a expansão desse cultivo no país. Segundo representantes da empresa, o objetivo é impulsionar investimentos operacionais, estimular parcerias com comunidades locais e ampliar a capacidade produtiva da operação, aproveitando o potencial da região para o crescimento do mercado de óleo de palma.
Para a economia paraense, a operação representa um movimento relevante no agronegócio regional, especialmente por envolver uma das cadeias produtivas mais estruturadas da Amazônia. A palma de óleo possui aplicações em diferentes segmentos industriais, como alimentos, cosméticos, biocombustíveis e produtos de limpeza, o que amplia sua importância no mercado nacional e internacional.
Além do impacto econômico, o setor também tem sido associado a práticas de produção com padrões ambientais mais rigorosos, especialmente quando associado a certificações e políticas de desmatamento zero. Nesse cenário, a entrada de um grupo internacional no controle das operações pode abrir novas oportunidades de investimento, geração de empregos e fortalecimento da cadeia produtiva do óleo de palma no Pará.
Texto: Lua F.

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