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Preço da carne bovina segue elevado no Pará e pressiona orçamento das famílias

Reprodução;

O preço da carne bovina no estado do Pará encerrou o ano de 2025 em um patamar ainda elevado, mantendo forte pressão no orçamento das famílias paraenses e sinalizando tendência de impacto contínuo em 2026, conforme levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos no Pará (DIEESE/PA). Entre os principais fatores que mantiveram os preços elevados ao longo de 2025 estão os custos de produção ainda altos, oscilações na oferta de gado, a dinâmica das exportações e a recomposição de margens na cadeia produtiva.

De acordo com o DIEESE/PA, a carne bovina foi um dos itens que mais contribuíram para o aumento do custo da cesta básica em Belém, que voltou a subir e alcançou, em média, R$ 666,57 no final do ano passado. Esses efeitos foram intensificados no Pará pelos custos logísticos e de distribuição, que tendem a onerar ainda mais o preço ao consumidor final.

Em dezembro de 2025, o preço médio do quilo da carne comercializada em Belém ficou em R$ 42,24, registrando aumento de 1,22% em relação a novembro. No acumulado do ano, mesmo com variações pontuais ao longo de 2025, o valor médio do quilo encerrou o período com um acréscimo aproximado de 4% em comparação com o início do ano.

O impacto dessa elevação sobre o poder de compra é significativo para os consumidores paraenses. Considerando o salário mínimo vigente de R$ 1.621,00, que equivale a aproximadamente R$ 54 por dia de trabalho, o rendimento diário não é suficiente para a compra de 2 quilos de carne bovina ao preço médio praticado em dezembro. Para adquirir cerca de 4,5 quilos do produto, um trabalhador precisou desembolsar em média R$ 190,08, o equivalente a mais de 27 horas e 30 minutos de trabalho — ou 13,54% do salário mínimo mensal apenas com esse item essencial da alimentação.

Diante desse cenário, a manutenção dos preços altos da carne bovina tende a reduzir ainda mais o poder de compra dos trabalhadores e aumentar a pressão sobre o custo da alimentação básica no estado, especialmente entre famílias que dependem exclusivamente de renda salarial mínima. O DIEESE/PA alerta que essa tendência pode se refletir ao longo de 2026, exigindo atenção dos consumidores e dos formuladores de políticas públicas voltadas à segurança alimentar e ao controle da inflação de itens essenciais.

Texto: Lua F.

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