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| Reprodução; cr.: Taymã Carneiro/G1; |
Nessa semana dois novos transatlânticos chegaram em Belém a fim de auxiliar no aumento dos leitos que devem receber os visitantes durante a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30). MSC Seaview e o Costa Diadema atracaram no recém-inaugurado Terminal Hidroviário de Outeiro. A chegada das embarcações, que funcionarão como hotéis flutuantes, é uma estratégia do governo federal para garantir a capacidade de hospedagem para os milhares de participantes da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima (COP30), que ocorrerá neste mês.
Os dois navios, que saíram da Itália, somam uma oferta de cerca de 6 mil leitos em 3.900 cabines, representando um aumento significativo na capacidade de acomodação da cidade, que precisou dobrar sua oferta de 23 mil para 53 mil leitos para atender à demanda da conferência. A contratação dos navios, mediada pela Embratur, visa garantir condições adequadas e acessíveis, com as acomodações sendo gerenciadas pela UNFCCC, órgão da ONU, e prioridade inicial para delegações de 73 países com diárias de até US$ 200.
As embarcações são verdadeiros hotéis de luxo, com o MSC Seaview e o Costa Diadema possuindo alturas equivalentes a prédios de 24 andares, e oferecendo piscinas, restaurantes e áreas de convivência. Para receber estas estruturas, o Terminal Portuário de Outeiro passou por uma reforma e ampliação com investimento de R$ 233 milhões, garantindo a capacidade de atracação e um moderno espaço de receptivo, com controle de acesso e equipamentos de segurança.
A logística de deslocamento dos hóspedes dos navios até o Parque da Cidade, onde ocorrerá a conferência, foi planejada para ser eficiente. O trajeto de aproximadamente 20 km será feito em cerca de 30 minutos por meio de ônibus oficiais, que utilizarão faixas exclusivas do BRT e a nova ponte de acesso rápido, garantindo a fluidez do trânsito. A operação dos navios também envolveu um rigoroso controle migratório e de segurança realizado pela Polícia Federal, que atuou na liberação dos mais de 2.400 tripulantes e passageiros que vieram da Itália.
Em resumo, a chegada dos transatlânticos é uma resposta estratégica e de mercado para o desafio logístico de hospedagem imposto pela COP30, garantindo a capacidade de Belém de receber um evento de porte global. O investimento na infraestrutura portuária, que possibilitou a atracação, não apenas resolve uma necessidade imediata da conferência, mas também posiciona o Terminal Portuário de Outeiro como um novo hub para o turismo marítimo e de cruzeiros na Amazônia.
A utilização de navios como hotéis flutuantes demonstra a capacidade de adaptação e a busca por soluções inovadoras do mercado brasileiro para eventos de grande escala. A expectativa é que, após a COP30, a nova infraestrutura portuária, aliada à visibilidade internacional do evento, traga uma nova dinâmica econômica para a região, impulsionando o turismo, a gastronomia e o comércio local, e consolidando Belém na rota do turismo nacional e internacional.
Texto: Lua F.

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