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#CoberturaCOP30: Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF) é lançado oficialmente em Belém de US$ 125 Bilhões ao final

Reprodução; cr.: Bruno Peres/Ag. Brasil;

Belém foi o palco do lançamento oficial do Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF - Tropical Forests Forever Fund), uma iniciativa brasileira apresentada durante a Cúpula do Clima na tarde desta quinta-feira, 6. A proposta surge como uma ferramenta de financiamento inovadora, destinada a auxiliar mais de 70 países em desenvolvimento que possuem florestas tropicais, incluindo o Brasil, a conservarem seus biomas.  A meta ambiciosa, desenhada pelo governo brasileiro, é alcançar inicialmente US$ 25 bilhões com as adesões dos países e, posteriormente, chegar a US$ 125 bilhões com a entrada do capital privado.

O TFFF se diferencia por não ser baseado em doações, mas sim em um modelo de investimento soberano que busca alavancar um fundo de capital misto, combinando recursos de governos nacionais com capital da iniciativa privada. Os recursos gerados a partir de investimentos em projetos com altas taxas de retorno serão utilizados para financiar a manutenção dos ambientes de floresta preservados por hectare. O modelo prevê o pagamento de US$ 4 por hectare preservado aos países elegíveis, um valor que, embora pareça modesto, se torna significativo ao considerar o total de 1,1 bilhão de hectares de florestas tropicais distribuídos em 73 nações.

A governança do fundo será inovadora, com o Conselho do Banco Mundial hospedando o mecanismo financeiro e o secretariado do TFFF. O monitoramento da manutenção das florestas será realizado por satélites, garantindo o cumprimento da meta de desmatamento abaixo de 0,5% nos países participantes. Além disso, o fundo possui um forte componente social, destinando um quinto dos recursos gerados aos povos indígenas e comunidades locais, reconhecendo o papel essencial que desempenham na proteção das florestas.

O lançamento do TFFF em Belém, cercada pela exuberância da Amazônia, é um marco que reforça a tese de que as florestas valem mais em pé do que derrubadas, e que os serviços ecossistêmicos devem ser remunerados. Este novo mecanismo de financiamento sinaliza uma mudança de paradigma, buscando integrar a preservação ambiental diretamente ao Produto Interno Bruto (PIB) dos países e garantindo programas soberanos de longo prazo para a conservação.

A iniciativa brasileira, que já conta com o apoio de diversos países e financiadores, posiciona o Brasil na vanguarda da economia verde. Ao atrair capital privado para a conservação, o TFFF cria um novo mercado de ativos ambientais e estabelece um modelo de desenvolvimento sustentável que pode ser replicado globalmente, transformando a preservação em um investimento lucrativo e de impacto social.

Texto: Lua F

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